Estou chocada!

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Não morri! 😀

Depois escrevo mais a respeito da vigília de ontem, com mais detalhes, não tive condições físicas de escrever durante o dia (começo a melhorar no início da noite, quando já tenho que me preparar para dormir rs). Até fiz algumas anotações, mas não deu para juntá-las em um troço coerente. Passei o dia me recuperando, não deu para levantar muito, foi meio cansativo, mas nada muito diferente de todos os dias. E infinitamente melhor do que das últimas vezes em que fiquei acordada a madrugada toda. Tanto eu quanto o Davison (Sr. Lampert) ficamos impressionados, porque ficamos de 22h30 (chegamos uma hora antes) até 4h30 na rua e NÃO MORREMOS! Não fiquei nem ⅕ de como fiquei da última vez que fui dormir de madrugada ou que passei mais de 4 horas na rua.

 É claro que o corpo reclamou, mas todas as horas em que sentia a alma querendo sair do corpo, eu me sentava rs. Quando não conseguia sustentar meu corpo na vertical, também sentava (minhas articulações ainda estão com dificuldade de sustentar o corpo, preciso de músculos que não tenho. Sinto falta de um exoesqueleto, mas desconfio que o Davison não teria casado comigo se eu tivesse nascido com um rs). 

Mas valeu a pena. Deus falou conosco exatamente o que Ele já vinha conversando no decorrer da semana anterior, e mais. Quando a gente busca a Deus, Ele vai dando “spoiler” do que vai falar na igreja rs. Não que tenha sido repetitivo ou algo assim, pelo contrário, é como se Ele tivesse nos preparado para o que iria dizer. Desde a necessidade de recuperar a simplicidade e a pureza da fé do início, versículos que li com meu marido nos dias anteriores, até o trabalho da igreja Universal na África, sobre o qual lemos ontem mesmo no livro “Cristãos sob ataque” (que comprei na sexta, é o texto do antigo “Crentes Possessos”, depois escrevo especificamente sobre ele, mas vale a leitura!). Resumindo: valeu MUITO a pena termos passado a madrugada acordados. Consegui o que fui buscar, sem dúvida alguma. Valeu a dor, o cansaço e passei bem melhor do que imaginava, tanto durante a vigília quanto hoje. A gente saiu da vigília já querendo outra. E amanhã (domingo) irei à igreja mais uma vez. Isso é incrível, pessoal, eu conseguir sair de casa dois dias depois de ter ido dormir às cinco da manhã!!! 

Deus existe, pessoal. Ele existe e Se agrada de quando a gente faz as coisas para Ele e por Ele, independentemente do que parece ser o mais “prudente” humanamente falando. Já percebi que o certo mesmo é mandar a prudência catar coquinho e fazer as coisas doidas da fé. A gente tem de saber diferenciar o que é prudência e o que é medo disfarçado. A minha fé do início, pura e simples, e a que Deus me disse para resgatar, não tinha esse medo (prudência fake). Queria agradar a Deus, buscava saber a vontade dEle e seguia em frente, obedecendo, custasse o que custasse. Anota aí: se o medo quiser que você faça — ou deixe de fazer — algo, faça o contrário.

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PS1: Sei que tem gente que acha esquisito pessoas que sentam enquanto todo mundo está em pé, porque a maioria se concentra melhor em pé (por razões que me são ainda incompreensíveis). No meu caso, se fico em pé, primeiro perco o equilíbrio (especialmente se estiver de olhos fechados), podendo capotar no coleguinha do banco ao lado, o que certamente atrapalharia a concentração de todo mundo. Depois, as coisas começam a doer: pernas, braços, costas, quadris, joelhos, etc. etc.  Além disso, o coração dispara (chama-se taquicardia ortostática) e começo a ficar cansada como se subisse uma montanha. Não tem como prestar atenção a nada assim. Portanto, apesar de eu já ter ouvido falar que tem gente que acha esquisito, acredito sinceramente que as pessoas de Deus estão prestando atenção à reunião, ou orando de olhos fechados e têm mais o que fazer do que ficar reparando no que os outros ao redor estão fazendo. 

PS2: Tem gente acompanhando o blog! 😀 Fiquei surpresa e feliz em saber. Obrigada pela companhia e comentários, sejam bem-vindos e vamos em frente, juntos!

#JejumdeDanielDia6

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Sobre ir à vigília sem poder ir à vigília

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Não sei se tem alguém acompanhando, mas vou aproveitar o blog para fazer algumas anotações sobre este Jejum de Daniel. Hoje tem vigília no Templo de Salomão, a partir das 23h30. Vigília é sacrifício, você fica sem dormir, é naturalmente cansativo. No entanto, o meu caso é diferente. 23h30 é hora em que eu já deveria estar dormindo. Ainda estou bem doente (apesar da minha linda cara de pessoa saudável, o sistema nervoso autônomo, que normalmente está dividido entre simpático e parassimpático, no meu caso parece estar dividido entre apático e antipático). 

Vigília é sacrifício. Por causa da disfunção autonômica (POTS) eu não posso fazer várias coisas que prejudicam minha recuperação. Não posso acordar tarde, não posso dormir tarde, não posso dormir demais, não posso tomar pouca água, não posso ficar sedentária, não posso comer determinados alimentos, não posso ficar sem usar meias elásticas, não posso ficar acordada depois das 23h. Fico mal no dia seguinte e no outro e no outro.

Foi-se o tempo em que virava a madrugada na internet (tia Vanessa é do tempo da internet discada, que custava o preço de uma ligação de 0h às 5h59 e uma ligação por minuto a partir das 6h) sem sequelas, ou que passava da meia-noite trabalhando (bons tempos aqueles, agora não consigo trabalhar nem de dia). Diante disso, a ideia de ir à vigília hoje à noite era impossível. Não quero soar dramática, mas a sensação que eu tinha era de que ficar acordada a noite toda em minha condição atual me levaria à morte. Então, meu primeiro pensamento ao saber da vigília foi “que pena que eu não posso ir!”. Meu segundo pensamento foi a conversa que se segue:

Por que não posso ir?

Porque se dormir tarde vou piorar.

E dormir cedo tem me feito melhorar?

Não.

Para que serve a vigília?

Para me aproximar de Deus, agradar ao Espírito Santo e renová-Lo em mim.

O que de pior pode me acontecer se eu for?

Morrer.

E o que acontece se eu morrer?

Vou para o céu. 

Então, se eu for à vigília e não morrer, vou me aproximar de Deus. Se eu for à vigília e morrer, vou me aproximar de Deus mais ainda, porque vou para o céu (imagina morrer no Templo, que legal! – Legal para mim, talvez os levitas que tenham que recolher o corpo não achem tão legal assim). Não havia nenhuma razão lógica ou ilógica para ficar em casa. Se dormir cedo fosse garantia de que o dia seguinte seria maravilhoso e sem problemas disautonômicos, alguém até poderia argumentar a favor de dormir. Porém, foram tantas as vezes em que fui dormir cedo e acordei no dia seguinte como se tivesse passado por um moedor de carne que não valia a pena abrir mão da oportunidade de me aproximar de Deus para ficar em casa por medo de piorar. E foi dessa forma que eu decidi ir à vigília hoje, para o terror do meu marido, que achou que eu tivesse enlouquecido de vez. Mas me apoiou e preferiu não contrariar rs. 

Acho que o que precisa ficar bem claro sempre dentro da nossa cabeça é que o espiritual é o real. Realidade não é isso que vemos com os olhos físicos, sentimos com nosso corpo ou ouvimos com os ouvidos. Realidade é o que não conseguimos ver. Deus tem que ser prioridade, mas às vezes a gente coloca como prioridade aquilo que está vendo ou sentindo, como se aquilo fosse mais real que o espiritual só por a gente conseguir ver. 

Fé racional não é baseada no racionalismo humano, mas na lógica da Palavra de Deus. A Palavra que diz que Deus existe e que recompensa aqueles que O buscam. A Palavra que nos faz entender que Deus não fica devendo nada para ninguém. Eu posso perfeitamente contrariar a lógica humana para agir conforme a Palavra de Deus. Ele diz que se eu O buscar de todo o coração, Ele será achado por mim e mudará a minha sorte. Se Ele diz que será assim, é porque será assim. É desta forma que a Palavra que sai da boca de Deus deve ser lida e considerada. Se Deus existe, a Palavra dEle é verdade. Simples, bem simples.

Hoje não vou até lá buscar cura. Eu vou até lá buscar Deus. 

Amanhã te digo se eu morri. 😀

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#JejumdeDaniel

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Sobre a pré-venda do filme Nada a Perder 2 e as vítimas de Fake News

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*Fotos do dia em que compramos os ingressos. Legendas das fotos no final do post

Não conseguimos fazer a compra dos ingressos nos totens do cinema porque eles não estavam nos entendendo, mas fomos muito bem atendidos por um funcionário que nos vendeu os ingressos no balcão. Achei que não encontraria mais ingressos porque as salas normais estão lotadas, mas a VIP está praticamente vazia (custa um rim, mas vale a pena. Ou melhor, meio rim, porque a gente paga meia).  Ano passado fomos a este mesmo cinema e também não estava lotado na pré-venda. Cadê a narrativa tosca da mídia? Cadê que coleguinha foi lá conferir se os lugares da pré-venda estavam disponíveis no dia da estreia? 


Uma funcionária sem noção tentou iniciar um comentário depreciativo contra o Bp Macedo com o rapaz que nos atendia, na nossa frente, mas foi solenemente ignorada por ele, que foi realmente muito educado conosco. Infelizmente, a gente já está acostumado a ouvir comentários de quem acha que sabe alguma coisa só pelo que ouviu falar. E nem sabe que não sabe de nada. Essas são as vítimas das Fake News que são espalhadas na mídia há trinta anos, repetindo uma mentira tantas vezes até que ela comece a soar como verdade. Pelo que vi no trailer e no livro, o filme vai falar sobre isso, sobre como começaram essas distorções pela velha mídia.

Você tem noção do que são TRINTA ANOS de interpretações distorcidas sendo marteladas na cabeça das pessoas para moldar o modo de elas enxergarem alguém? É por isso que a moça que, provavelmente, tem menos idade do que isso e nunca me viu na vida se sentiu no direito de expor uma opinião não solicitada sobre alguém que ela não conhece — e sequer se deu conta do tamanho da estupidez que estava cometendo.

Não culpo essas pessoas (hum…talvez só um pouquinho, porque todo mundo tem direito de escolher o que vai falar ou deixar de falar), elas confiam em fontes de informação que deveriam se limitar a passar informações verificadas, de verdade, e não interpretações e subjetividades tiradas do além e travestidas de informações verificadas. O maior problema está realmente nas intenções e —sobretudo — na falta de responsabilidade e de método de quem faz o trabalho de coletar os dados e transmiti-los ao público.

Este tem sido um problema gravíssimo dos dias atuais. As piores fake news nem são as mentiras simples, mas sim aquelas que se utilizam de parte da verdade para distorcer e interpretar da pior forma possível. Elas têm cara de verdade, têm jeito de verdade, mas uma meia verdade é uma mentira inteira. Elas estão por todos os lados e, principalmente, sendo geradas por aqueles que deveriam combatê-las (e, muitas vezes, dizem combater). Isso só mostra o quanto esta produção é atual e necessária. Só se combate a mentira (mesmo mentira velha) com a verdade.

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PS. A ideia era o Davison tirar fotos minhas com os ingressos, como fizemos ano passado, mas saí de lá tão exausta que não tinha condições de posar para fotos. Será que dá para colocar esse post no Instagram hoje com essas fotos?

PS2.  Cinépolis do shopping JK até agora é a única sala VIP com esse filme em São Paulo (digo “até agora” porque da outra vez ele entrou no Lar Center depois da primeira semana – e a gente assistiu de novo 😜).

PS3. Dou preferência para sala VIP porque disautonomia + Síndrome de Ehlers-Danlos + lesões no quadril, lombar e cervical + poltrona normal (que não deita) por duas horas = dor. Tento evitar.

PS4. Por falar em fake news, está aberta a temporada de jornalista com um amendoim no lugar do cérebro irritar a Vanessa com matérias burras baseadas em Fake News de 2015 e falsa causalidade a fim de tentar desmerecer o filme, mas que, no final das contas, só faz propaganda de graça. 👍🏻 (Para quem não leu o artigo do ano passado sobre o festival da Fake News pós-estreia do Nada a Perder 1, Clique aqui para ler no R7.)


* [Fotos do dia em que compramos os ingressos para o Nada a Perder 2, que estreia quinta-feira dia 15 (que, no caso, é amanhã). Imagens que mostram minha total inabilidade de me tornar uma criatura interessante no Instagram rs. Foto 1: cartaz do filme no Totem, mas com a sombra de um dedo na frente, porque uso uma luvinha esquisita para segurar o celular e às vezes me esqueço desse detalhe. (E porque não sei onde ficam as partes do meu corpo e elas têm vida própria.) Foto 2: A ideia era tirar uma foto minha com a tela da compra e o cartaz do filme enquanto o Sr. Lampert concluía a transação. Mas fiquei com cara de louca. Foto 3: No esforço de manter os olhos menos arregalados (para evitar a cara de louca), me esqueci completamente de enquadrar a tela. Foto 4: Virei para pegar melhor a tela, mas não apareceu o cartaz do filme. Aí a gente junta todas as fotos e faz uma montagem conceitual hahaha… vale só a ideia que a montagem representa. 😀 ]

Sobre a sua verdadeira identidade

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A sociedade tenta convencer as pessoas de que a identidade delas tem a ver com alguma característica física ou com algo deste mundo físico: cor da pele, etnia, peso, gênero, textura dos cabelos… Assim, tenta encaixar cada um em grupos rotulados, de acordo com características externas, prometendo uma sensação de pertencimento que nunca virá.

Muitos percebem a verdade quando ficam idosos e o corpo passa a não cooperar. Estou vivendo uma amostra grátis disso. Luto contra a disautonomia, uma espécie de “mau contato” nas funções automáticas do organismo, causada por um defeito genético. Desde que o problema se agravou, habito um corpo que não me obedece.

Nunca ficou tão claro para mim que eu não sou um corpo. Às vezes meu corpo está exausto, sem energia, a pressão muito baixa, e eu, lá dentro do corpo, tenho um milhão de planos e quero fazer um milhão de coisas, mas não consigo, porque ele não obedece. Outras vezes, tenho que parar o que estou fazendo porque os músculos do meu corpo estão fracos e as articulações, sobrecarregadas, doem. Mas, por mim, ficaria horas naquela atividade.

Eu quero comer, mas meu corpo nem sempre digere, eu quero ficar em pé por muito tempo, mas meu corpo nem sempre consegue fazer o sangue chegar à cabeça nessa posição. Quero andar mais, mas meu corpo acha que está escalando uma montanha e fica extremamente cansado com pouca coisa. Quero passar uma tarde no parque, mas meu corpo não regula a temperatura e passa mal no calor.

Quando alguém me pergunta como estou, minha vontade é responder que estou bem, porque, de fato, EU estou bem. Quem ainda não está bem é meu corpo. É impressionante o quão nítida é essa diferença hoje e o quão clara é esta verdade:

eu não sou meu corpo.

Eu não sou visível. Não sei qual é a minha forma, não conheço minha real aparência. Não sou branca, não sou negra, não sou parda, vermelha, amarela ou azul. Não sou gorda, não sou magra, não sou alta nem baixa. Não tenho nenhum problema genético. Não tenho doença, não tenho deficiência. O que meu corpo tem não me afeta. Cuido dele, sei que vai ficar bem, mas cuido, principalmente, de mim.

Eu, que estou dentro deste corpo que às vezes parece tão mais pesado do que realmente é. Eu, que preciso dizer para o meu cérebro o que ele deve fazer ou pensar. Eu, que escolho pensar no que é bom e rejeitar o que faz mal. Eu, que cuido deste corpo que tantas vezes não coopera, que vou além do limite dele para chegar ao mínimo aceitável. Eu, que não reflito no espelho, que não pertenço a este mundo, que uso os braços deste corpo, que sinto as dores deste corpo e assim conheço as dores de outros corpos. Corpos que guardam outras pessoas, que nem sabem quem são. Acham que são seus corpos, porque nunca tiveram que lutar contra eles. Vivem, iludidas, a vida dos corpos. E não sabem por que nunca se completam. Porque não são seus corpos.

Eu não sou visível. Não conheço minha aparência. Minha identidade não é cor, não é gênero, não é local de nascimento ou massa corporal. Minha identidade são as escolhas que faço. Não sei como eu me movo, só sei dirigir um corpo que mal responde. Aprendo a dirigir. Não importa os defeitos que ele tem, estou feliz por ter este corpo. Ainda que pesado, ainda que difícil, ainda que rebelde. Pelo tempo que estiver dentro dele, vou fazer o máximo, com todas as minhas forças, para levar a outras pessoas a consciência de que elas não são corpos. Essa consciência tinha quem escreveu:

“Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.” (2 Coríntios 4.16)

E completou: “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” (2 Coríntios 4.18)

É uma sabedoria que o mundo de hoje desconhece — ou finge não conhecer.

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Uma palavrinha sobre as eleições

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[Estou fazendo tratamento médico e não deveria me desgastar escrevendo sobre esse assunto, mas não ficaria tranquila sem colocar pelo menos alguns tópicos que considero importantes enquanto ainda há tempo de votar. Por favor, leia até o final.]

Para escolher em quem eu iria votar no primeiro turno, li o plano de governo do PT, do Ciro, do Alckmin, da Marina e do Bolsonaro. Conclusão: ideologicamente, PT, Ciro, Marina e Alckmin estão mais alinhados do que gostariam de admitir. A questão da ideologia de gênero nas escolas, por exemplo, só não existe no plano de governo do Bolsonaro (ele fala claramente em ensino sem ideologia). Ciro promete “articulação e apoio ao Estatuto da Diversidade Sexual” e “implementação efetiva do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT”, o que garante o ensino da teoria de gênero como se fosse consenso científico.

Logo, quem discorda dessa ideologia não tem muita alternativa na hora de votar. Já quem apoia, tem todas as outras opções a comparar e escolher. Depois do atentado, a mídia e a militância de esquerda bateram tanto no Bolsonaro que comecei a me interessar por ele. Eu queria saber se ele realmente era o maluco totalitário que diziam que ele era, por isso resolvi ler o programa de governo completo, sem fazer juízo de valor, só tentando entender, mesmo, já que formar minha opinião com base na lista de xingamentos que as pessoas apresentam como se fossem características dele não é bem minha praia. E o fato de que a Globo e a Veja estavam claramente contra ele era sinal de que ele não deveria ser tão ruim assim.

Todos os cidadãos devem ser respeitados, como a constituição garante e como a Declaração de Direitos Humanos determina. Foi um espanto descobrir, logo nas primeiras páginas, que o plano de governo do Bolsonaro é muito mais inclusivo e democrático do que eu imaginava. Fala em seguir a constituição e as leis, não estimula preconceito de nenhum tipo.

A melhor base de ideias incrivelmente é a dele, ainda que não seja um projeto perfeito e ainda que eu não concorde com todas as propostas. Com relação ao que não concordo nas propostas dele, presidente não governa sozinho, por isso é bom escolher direito os deputados e senadores. Assim, teremos quem defenda nossas ideias. (E, não sei se você reparou, mas foram deputados e senadores que tiraram a Dilma. Eles apresentam projetos de lei e — mais importante do que isso — eles aprovam e também barram projetos de lei. Arrisco dizer que saber em quem votar para o legislativo é mais importante do que saber em quem votar para o executivo…)

Resumindo, se o Bolsonaro colocar o plano que está no TSE em prática, não vejo nenhuma ameaça à democracia, nenhum plano maligno, nada que destrua o Brasil. Até agora o que me parece é que a oposição a ele é feita na base da forçação de barra, bullying de quinta série e notícias com dados incompletos para passar uma impressão de que o cara é um monstro. Não é. Mas deve ser uma ameaça bem grande às estruturas falhas do nosso sistema. E só por isso já mereceria meu voto.

Comecei a pensar fora da bolha da esquerda no ano passado e mudei de candidato umas três vezes durante o período eleitoral. Só comecei a pesquisar a sério o Bolsonaro por causa da reação dos opositores (aqueles com quem fiz campanha para o PT em 2010 e 2014) ao atentado que ele sofreu. E minha visão dele hoje é bem diferente. Não é mito, não é salvador da pátria, mas também não é monstro destruidor de democracia.


Extras:

Eu me identifiquei bastante com esse vídeo, ele resume bem minha mudança de posicionamento político:  https://www.youtube.com/watch?v=hiVQ8vrGA_8

Este site é muito útil para entender como as informações sobre Bolsonaro têm sido distorcidas: http://mentiramparamimsobreojair.com/

Link para baixar as propostas dos candidatos em PDF:

http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2018/propostas-de-candidatos

Alckmin (estranhamente, o arquivo do Alckmin que está no TSE é um resumo. A proposta na íntegra está no site dele):
https://www.geraldoalckmin.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Programa_GA_2018.pdf

Bônus: Para quem acha, como eu achava, que “discurso de ódio” é coisa das pessoas de direita, apresento-lhes o maravilhoso mundo dos prints do perfil “Ódio do Bem”: https://twitter.com/odiodobem

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PS: Me perdoem o texto desorganizado, é que a votação do primeiro turno já é amanhã e estou angustiada por não ter conseguido concluir o texto direito, então resolvi publicar bagunçado, mesmo. Se tiver segundo turno, é provável que os posts sobre o assunto sejam todos bagunçados assim.

PS2: Sobre quem chama Bolsonaro de “coiso” e “inominável”: eu tenho uma excelente teoria sobre o porquê de essa estratégia estar sendo aplicada. Se alguém quiser, posso elaborar um post sobre isso no segundo turno — se houver segundo turno — ou em retrospectiva, se ele vencer no primeiro.

PS3: Sobre o tratamento médico, é um problema raro, de nascença, que eu não sabia que tinha, mas que se agravou nos últimos anos e estamos trabalhando para normalizar. Mas Deus me livre de ter que falar sobre isso neste post hahaha. Se o povo não consegue entender e respeitar o período de recuperação pós-cirurgia, infecção e longa hospitalização de um cara que levou uma FACADA NA BARRIGA, vai querer saber alguma coisa de um problema do qual a maioria sequer ouviu falar? rs

Obs. Não achei os créditos da imagem. Se alguém souber de quem é, por favor, me avise.

Será?

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O problema de algumas pessoas é ficar cogitando os pensamentos esquisitos, tentando refutar um a um enquanto deveriam ignorá-los e substituí-los por pensamentos da Palavra de Deus. Qualquer palavra é suficiente para trazer dúvidas e duvidam até da sua própria fé. Poderiam aproveitar esse poder de duvidar de qualquer coisa e direcioná-lo para o alvo certo.

Minha avó, Dona Naura, tinha a mania engraçada (e bastante estranha, confesso), de perguntar: “Será?” quando alguém lhe contava alguma coisa. Ela fazia isso em momentos em que uma pessoa normal diria: “sério? Que coisa!” ou “barbaridade!” ou “puxa!”. Não sei se isso é comum na Bahia (ela era baiana), mas era um “será?” tão descontextualizado que um dia um dos meus irmãos até brincou: “Que é isso, vó? Se a senhora diz “será?” parece que está achando que eu estou mentindo!”. Ela riu, mas não se corrigiu, então desconfio de que realmente achasse hahaha. Mas é assim que a gente tem de lidar com as dúvidas e os pensamentos perturbadores.

Olha só como a técnica da D. Naura funciona bem:

“Deus não vai me ouvir.”  SERÁ?

“Eu não mereço ser atendido.”  SERÁ?

“Isso é impossível!” SERÁ?

“Eu fiz isso, isso e aquilo, não vou receber o Espírito Santo.”  SERÁ?

“Eu não tenho fé.”  SERÁ?

Não precisa ficar conversando com o pensamento. É só duvidar dele. Funciona bem também para pensamentos dramáticos e catastróficos.

“Oh, céus, eu nunca mais terei uma chance!”  SERÁ?

“Nunca vou conseguir.” SERÁ? 

“Nunca vou ficar bem!” SERÁ? 

Eu me lembro de uma musiquinha que o Bispo gostava de cantar na João Dias e que dizia: “duvide de dúvida, sempre duvide da dúvida…” Em vez de questionar a Palavra de Deus, a sua fé, a benignidade de Deus ou o próprio Espírito Santo, aproveite para duvidar da dúvida sempre que ela aparecer.

 

PS1. Se você fez o Jejum de Daniel, escrevo esse texto na esperança de que você o leia antes da reunião de domingo. Mas se a reunião já passou e você só viu o texto agora, espero que entenda que o que vou dizer se aplica a todos os dias da sua vida.

PS2. O Jejum de Daniel termina este domingo, mas peço licença para continuar falando sobre espiritualidade depois que ele acabar, ainda que eventualmente intercalando com outros assuntos..

#JejumdeDaniel

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 6 a 26 de agosto. Durante esses dias, os posts no blog foram voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Para abrir os olhos

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“Assim corro, não sem meta. […]” (1Coríntios 9.26)

Talvez falte a muitos a consciência do que estamos fazendo aqui. Do que realmente é a vida. Enquanto você está aí dormindo, achando que pode ficar avaliando se esse negócio de Bíblia e de igreja é mesmo para você, achando que dá para ficar se preocupando com bobagenzinhas no trabalho, com fulano que tem inveja, com o que disseram, pensaram ou fizeram, o tempo está passando, os dias estão correndo para o fim que não é fim.

Gosto de assistir a documentários sobre história. Histórias das civilizações antigas, histórias de antigos reis, histórias de grandes invenções… Gosto também de visitar museus, ver mansões, móveis, roupas e outros objetos antigos e imaginar as pessoas que os tiveram, que os tocaram e hoje não estão mais por aqui. Penso em quantos problemas, quantas dúvidas, medos, sonhos, projetos e ideias, quantas histórias que nunca foram escritas e que jamais saberei. Sempre gostei também de ler livros de cartas antigas, correspondências e diários de pessoas que passaram por este mundo. Lia com um distanciamento, observando sem me influenciar, pensando no quanto aquelas questões eram importantes para elas, no quanto se aferravam a suas opiniões e no quanto sequer percebiam o relógio que não para.

Certa época da vida, confesso, aproveitava qualquer passagem a um cemitério para ler as placas nas lápides. Olhava as datas de nascimento e de morte e imaginava quanto de vida cabia entre aquelas duas datas. Uma vida inteira no espaço de poucos caracteres. Obituários, fotos antigas, imagens de pessoas importantes e de pessoas desconhecidas, filmes antigos, verbetes da Wikipedia e de enciclopédias, livros de autores mortos…marcas de tantas vidas que passaram por este mundo e que nunca deixarão de existir. Onde elas estão hoje? O que lhes aconteceu?

O que passa em minha cabeça é exatamente o que fala neste vídeo (clique aqui para ver). Nosso tempo neste mundo é minúsculo se comparado ao nosso real tempo de vida. Estamos aqui para escolher onde passaremos a eternidade e, até lá, um milhão de distrações tentarão desviar nosso foco. Mas se mantivermos nossos olhos fixos no que queremos alcançar, alcançaremos.

É claro que temos que viver nossas vidas por aqui e existem muitas coisas boas para aproveitar, mas é importante ter consciência do real valor que as coisas têm. Mesmo o que é mais precioso para nós neste mundo não tem mais valor do que aquilo que é eterno. Não faz sentido acreditar nisso e empregar a maior parte da vida, do esforço e dos pensamentos naquilo que vale tão pouco.

Quando acompanhamos as histórias de tantas vidas que já passaram, pessoas que viveram antes de Cristo, reis de reinos que nem existem mais, pessoas que nasceram no primeiro século, no quinto, na idade média, os mártires da igreja, os grandes gênios da física, temos outra perspectiva do tempo e vemos o quanto ele passa rápido. É um sopro. É um piscar de olhos. Não há absolutamente nada neste mundo que valha mais do que o nosso relacionamento com Deus, a Salvação da nossa alma. É só o que levaremos daqui.

 

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#JejumdeDaniel

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O Resgate

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O Resgate é um daqueles livros da igreja que você pode achar que não têm a ver com o seu caso, afinal de contas, você nunca se afastou da igreja e, portanto, não precisa de resgate…ou precisa?
Aprenda uma coisa a respeito dos livros da Universal: a maioria serve para todo mundo rs. É claro, existe um público-alvo prioritário, mas se você — como eu — adotar como princípio básico ler todos os livros da igreja, independentemente de fazer ou não parte do público-alvo aparente, pode ter certeza de que vai se beneficiar. Foi assim com Crentes Possessos (oi? Eu não sou uma crente possessa, mas o livro fala sobre fé e me ajudou muito) e com Namoro Blindado (estou casada há um milhão de anos, mas o livro me ajudou até em questões de autoconhecimento), por exemplo.

O Resgate declaradamente inclui três públicos em seu alvo:
1 – Aqueles que estão fisicamente afastados
2 – Aqueles que não se afastaram fisicamente, mas estão perdidos dentro da igreja
3 – Aqueles que estão firmes e querem se blindar contra o afastamento

O livro ajuda a entender todo o processo de afastamento e como a pessoa pode retornar e se firmar, inclusive com explicação detalhada sobre Novo Nascimento. É uma excelente ferramenta tanto para quem está procurando ajuda quanto para quem quer se equipar para ajudar outras pessoas. O Bp. Sérgio usa uma linguagem de fácil compreensão e comparações que ajudam a fixar melhor os conceitos.

Leitura super recomendada para o Jejum de Daniel — ou para qualquer época da vida.

Para concluir, vou deixar dois trechinhos do livro:

“Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo; pois, por que razão morreríeis, ó casa de Israel? (Ezequiel 18.31)

Note que Ele orienta a pessoa a fazer para si um coração novo e um espírito novo, ou seja, há uma parte no processo de reconstrução interior que é tarefa do próprio ser humano. Essa parte é o sacrifício de nossas vontades, pecados e hábitos que nos afastam de Deus. Por mais que em alguns momentos isso pareça difícil, não é impossível. É difícil, mas é praticável, caso contrário Ele não nos pediria para fazer. Por isso, persevere.
Em outro trecho bíblico, Deus promete:

“Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o Meu Espírito, e farei que andeis nos Meus estatutos, e guardeis os Meus juízos, e os observeis.”
(Ezequiel 36.25-27)

Esta é a parte de Deus. Ele é o que nos purifica. Ele tira de nós o coração de pedra e nos dá um novo coração e um novo espírito. Se fazemos nossa parte, sacrificando nosso velho coração, Ele faz a parte dEle, colocando dentro de nós o Seu próprio Espírito e fazendo com que consigamos guardar Sua Palavra e andar em Seus estatutos. É uma parceria que funciona.

Por isso, não faz sentido o medo de não conseguir obedecer ou de não ser forte para resistir ao pecado. Você não precisará fazer isso sozinho. Como todos os milagres, o novo nascimento é um milagre operado pelo próprio Deus em parceria com o ser humano. Não é na força do seu braço, mas pelo braço forte dEle, que você conseguirá ser, finalmente, uma nova criatura.”

[…]

“4. Pensamentos: Essa é outra entrada muito larga para a enfermidade espiritual. O diabo faz você pensar o que não era para pensar (ou deixar entrar pensamentos que não deveriam entrar). Depois de tudo o que foi dito sobre pensamentos neste livro, você já sabe como fazer para não permitir que os pensamentos ruins se instalem em sua mente. Não se esqueça de fazer o checklist de Filipenses 4.8. Todos os pensamentos negativos devem ser rechaçados, mesmo as mínimas coisas negativas. Quando a pessoa descuida dos pensamentos, eles se tornam a maior porta de entrada para a enfermidade espiritual. Tome cuidado triplicado.

Se você deixar o diabo sentar no ombro e começar a falar na sua mente, ele fará a festa. Você acha que é um pensamento seu, mas é uma palavra do diabo. É só testar: se o pensamento coloca você para baixo, acusa, gera medo ou ansiedade, ele seguramente vem do diabo. Se você não vencer seus pensamentos de dúvida, vai ficar na igreja como peça decorativa, sua fé será inoperante. Quando há dúvida a pessoa fica parada, mas não há razão para ficar parado. Se algo que você fizer der errado, aprenda com o erro para ir adiante. Não fique parado olhando para o passado, culpando a si mesmo ou questionando suas atitudes para se torturar. Não dê ouvidos aos pensamentos negativos. Procure fazer com que seus pensamentos estejam 25 horas por dia em Jesus e você não dará lugar ao diabo.”

PS. Acho que você encontra este livro em qualquer igreja Universal, principalmente nas catedrais. E online no site Arca Center (impresso e epub) e na Amazon (ebook para kindle).

PS2. Para variar, como acontece em todo Jejum de Daniel, comecei a ter problemas técnicos no gerenciador do blog e hoje só consegui postar via celular, então não sei como vai sair esta postagem.

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 6 a 26 de agosto. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Péssima companhia para o chá

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“Odeio os pensamentos vãos, mas amo a Tua Lei.” (Salmos 119.113)

Às vezes os maus pensamentos entram em nossa cabeça e encontram um ambiente bem agradável para se instalar. Eles começam a dizer coisas que nos colocam para baixo, nos desanimam ou nos paralisam e a gente pega uma xícara de chá e fica perguntando ao pensamento que acabou de chegar.

— Puxa, mas será que é isso, mesmo? — E ele, pegando outra xícara e puxando uma cadeira, logo responde:

— Ah, mas é claro que é!

— Mas a Bíblia diz o contrário. O pastor falou sobre isso ontem.

— Quer ver? Vou te mostrar todas as evidências de que esse pensamento é verdade!

O pensamento inútil abre uma pastinha e de lá retira acontecimentos isolados que ele selecionou cuidadosamente para reforçar o argumento. Por exemplo, se o pensamento inútil é o de que ninguém se importa com você, ele seleciona todas as cenas em que alguém não respondeu a uma mensagem sua, não perguntou como você estava ou não cumprimentou quando passou por você na rua. Mas convenientemente esconde da sua memória todas as vezes em que alguém respondeu a uma mensagem, cumprimentou, abraçou, demonstrou afeto e preocupação. Detalhes? Contexto? Essas coisas não interessam a quem manipula informações. E manipulação é a especialidade do Sr. Pensamento Inútil.

Não é do interesse dele também encontrar interpretações alternativas para acontecimentos que ele rotulou como evidências. Por exemplo, a pessoa que não cumprimentou poderia estar tão distraída que foi capaz de olhar fixamente para você sem perceber que estava olhando para alguém e que esse alguém era você (não duvide, eu sou especialista em fazer isso…nem te conto quantas vezes fui mal interpretada). Não é do interesse do Sr. Pensamento Inútil que você cogite a hipótese de que determinado acontecimento nada tem a ver com a pressuposição que ele levantou ou com a certeza que ele está apresentando. Sr. Pensamento Inútil é o maior gerador de Fake News mental que existe. Boateiro de quinta categoria, mas sabe ser convincente.

A pergunta é: por que você está ouvindo esse pensamento? Por que considera o que ele diz? Por que aceita que ele se sente à sua mesa, pegue uma xícara e beba o seu chá em sua presença? Por que olhar o que ele apresenta como “evidência”?

Se você realmente quer agradar a Deus (e manter sua sanidade mental), em vez de considerar a palavra do Sr. Pensamento Inútil (que nada mais é do que um gremlin disfarçado…um gremlin gourmet), considere a seguinte Palavra:

“Odeio os pensamentos vãos, mas amo a Tua Lei.” (Salmos 119.113)

ODEIO os pensamentos vãos. A partir de agora decida ODIAR o Sr. Pensamento Inútil.

Como você trataria alguém que você odiasse? Trate assim qualquer pensamento que o afaste de Deus, que coloque você contra outra pessoa ou que o coloque para baixo.

Sr. Pensamento Inútil: — Para que continuar tentando? Se não deu certo até agora, é porque você nunca vai conseguir.

Você: — SAI DAQUI, seu ridículo! EU TE ODEIO! CALA A BOCA AGORA, EM NOME DE JESUS E SAI DAQUI!!!

“BLAM!!!” (Porta na cara)

Pronto. Não podemos ter esse tipo de sentimento em relação a outras pessoas e criaturas terrenas, mas com Sr. Pensamento Inútil e outros gremlins, tá liberado.

Pare de tratar o monstro com educação.

 

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Mensagem às ovelhas

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“Eu mesmo apascentarei as Minhas ovelhas, e Eu as farei repousar, diz o Senhor Deus. A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com juízo. […] E farei com elas uma aliança de paz, e acabarei com as feras da Terra, e habitarão em segurança no deserto, e dormirão nos bosques.”
Ezequiel 34.15-16,25

O ser humano é um bichinho. Ovelhas que acabarão inevitavelmente sob o domínio de alguém. Ou do ladrão, ou de Deus. Ele promete repouso, cuidado e segurança, mas somente às ovelhas dEle. E promete também justiça contra as ovelhas fortes e gordas que prejudicam aquelas que estão sob os Seus cuidados:

“E quanto a vós, ó ovelhas Minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. Acaso não vos basta pastar os bons pastos, senão que pisais o resto de vossos pastos aos vossos pés? E não vos basta beber as águas claras, senão que sujais o resto com os vossos pés? E quanto às Minhas ovelhas elas pastarão o que haveis pisado com os vossos pés, e beberão o que haveis sujado com os vossos pés. Por isso o Senhor Deus assim lhes diz: Eis que Eu, Eu mesmo, julgarei entre a ovelha gorda e a ovelha magra. Porquanto com o lado e com o ombro dais empurrões, e com os vossos chifres escorneais todas as fracas, até que as espalhais para fora. Portanto livrarei as Minhas ovelhas, para que não sirvam mais de rapina, e julgarei entre ovelhas e ovelhas.”
Ezequiel 34.17-22

Neste mundo cansativo, competitivo e completamente desequilibrado, com tantas batalhas diárias e dificuldades na caminhada, quem não se interessa por promessas de descanso seguro no deserto? Quem não quer justiça, segurança?

Mas para isso, é preciso estar no pasto certo.

“Vós, pois, ó ovelhas Minhas, ovelhas do Meu pasto; homens sois; porém Eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Deus.”
Ezequiel 34.31

Ovelhas do Meu pasto. As ovelhas de Deus estão no pasto dEle. Se alimentam do alimento que Ele dá: a Palavra de Deus e a comida do Senhor Jesus.

“Jesus disse-lhes: A Minha comida é fazer a vontade dAquele que Me enviou, e realizar a Sua obra.”
João 4.34

“Achando-se as Tuas palavras, logo as comi, e a Tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo Teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos.”
Jeremias 15.16

Se alimentar da Palavra de Deus, conhecendo a Sua vontade, é pré-requisito para fazer a vontade de Deus e realizar a Sua obra. É assim que alguém se torna ovelha dEle, sendo chamado por Seu nome. E só é ovelha dEle quem ouve Sua voz e não ouve a voz do diabo.

“Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. […] Eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de Mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por Mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as Minhas ovelhas, e das Minhas sou conhecido.”

João 10.2-5,7

Ovelha do pasto de Jesus ouve apenas a voz dEle. De modo nenhum segue o estranho. Porque ela reconhece a voz dAquele que tem cuidado dela há tanto tempo. Sabe que, por Ele ser seu pastor, nada vai faltar para ela. Quando somos ovelhas do pasto de Jesus, sabemos que Ele nos faz deitar nos pastos mais verdinhos, suprindo todas as nossas necessidades. Ele nos guia mansamente a águas tranquilas. Guia mansamente, sem acusações, sem agressividade, sem dramas horríveis, sem torturas atrozes (só para você saber que essas coisas são obra e desgraça do ladrão, não do Pastor).

Ele nos guia em paz até as águas tranquilas, onde poderemos matar nossa sede da Sua Palavra, do Seu Espírito, da Sua Paz, da Vida Eterna. Ele traz refrigério à nossa alma, nos dá repouso, descanso, tranquilidade, alívio. Ele nos guia pelos caminhos da justiça, por amor do Seu nome, nos guardando do mal, nos justificando, nos fazendo saber por onde ir e o que fazer.  

Nossa confiança nEle é tão grande que ainda que andássemos pelo vale da sombra da morte, por lugares de maior ameaça e terror, não teríamos medo de sofrer nenhum mal, porque temos nosso amado Pastor ao nosso lado. Ele está conosco e nos sentimos seguros e protegidos por Sua Palavra, pela fé, a vara e o cajado que nos colocam no caminho certo e nos consolam em meio às dificuldades.

Ele prepara uma mesa para nós na presença dos nossos inimigos, diante do próprio diabo, que é obrigado a assistir enquanto Ele nos enche do Seu Espírito e nos transborda de alegria. Temos a convicção de que, por Ele estar conosco até o fim e por Ele ser benigno, misericordioso, justo e nos amar tanto, seremos seguidos pela bondade e pela misericórdia absolutamente todos os dias da nossa vida. E iremos morar com nosso amado Pastor por toda a Eternidade. (Pode conferir no Salmo 23)

 

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Leia também: A voz do pastor x a voz do ladrão  http://lampertop.com.br/?p=4345

A verdade sobre seus pensamentos http://lampertop.com.br/?p=4887

Agarre a corda! http://lampertop.com.br/?p=4412

PS. Pegando carona no assunto, caso alguém não esteja sabendo, vale o convite: estamos no propósito de ir todos os domingos ao Templo de Salomão (ou à Universal mais próxima) nessas últimas 23 semanas de 2018, na fé do Salmo 23, para nos aproximarmos do Bom Pastor. Fica o convite a quem se interessar. Os horários no Templo: 6h, 9h30 e 18h.

 

 

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A fé desconectada do sentimento

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Quando falamos que fé não é sentimento, não estamos pregando uma fé psicopata, que passa por cima dos outros e não sente nada. Quando falamos que fé não é sentimento estamos defendendo uma fé que não tem sua base sobre os sentidos naturais.

A fé baseada em sentimento (fé emotiva) depende de estar se sentindo bem para estar bem. Depende que as circunstâncias (que chegam até ela pelos sentidos) estejam favoráveis ou que um “irmão” da igreja dê uma profecia (ou seja, depende de ouvir) para que possa crer. A pessoa que anda pela fé emotiva tem uma ideia muito errada da realidade.

Conheci uma mulher de muita fé, membro de uma outra denominação evangélica. Ela tinha vários testemunhos de coisas extraordinárias que Deus fez em sua vida ou através dela na vida dos outros. O problema é que ela só conseguia ter essa fé inabalável quando recebia uma profecia de algum profeta da igreja dela (sabe aquele pessoal que imposta a voz e diz com sotaque de divindade: “meu seeeervo”…? Pois é). Resultado: ficou viciada em profecia. Conhecia a Bíblia, dizia acreditar, mas a Palavra de Deus tinha menos força dentro dela do que a palavra de um homem que dizia falar por Deus.

Quando ela precisou da fé para si, não encontrou, pois dependia dos seus ouvidos físicos para decidir em que acreditar. Não ouviu profecia pessoal, mas ouviu palavra de morte dos médicos. Confessou para nós que não conseguia manter a fé enquanto via, ouvia e sentia o contrário. Não era de se espantar. A fé que se baseia nos sentidos físicos é fraca, volúvel — exatamente como os nossos sentimentos.

Mesmo que você não acredite em profecias revelatórias, muitas vezes fica esperando que as situações estejam favoráveis para crer. Se acontece algo contrário ao que você queria, já se desespera. Soube de gente que desistiu da fé porque ficou doente e, por não ter visto melhora dos sintomas nas correntes de oração, já concluiu que Deus não estava com ela, que nada do que ela pudesse fazer resolveria o problema e começou a enfraquecer na fé.

‪A fé precisa se desconectar do sentimento para se transformar naquilo que foi criada para ser: a convicção dos fatos que não se veem. Muitas vezes temos que continuar convictos mesmo vendo e sentindo o contrário. Por exemplo,crer que vai dar certo mesmo sentindo medo de falhar.‬

E a fé consciente, que não se baseia no que sentimos, tem que se basear em alguma outra coisa muito mais estável e garantida: naquilo que está escrito na Bíblia. Este é o fundamento sobre o qual construímos nossa vida: a Palavra de Deus, que, ao contrário dos nossos sentimentos, não muda, não mente, não erra e nunca se contradiz. A fé que se baseia nessa Palavra não vê impossíveis. Ela nos impulsiona adiante pelo caminho mesmo nos momentos mais difíceis. E é por meio dela que alcançamos aquilo que jamais imaginamos viver. 

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Quem faz isso permanece forte

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Temos que fazer uma escolha consciente das vozes a que decidimos ouvir. Querendo ou não, tudo aquilo que entra por nossos olhos e ouvidos (e o que deixamos descer para o coração, principalmente vindo de pessoas que  amamos ou admiramos) acaba sendo usado para construir nossa identidade e nossa forma de ver o mundo. É por isso que a Bíblia nos orienta a guardar o coração “porque dele procedem as fontes da vida”.

O alerta sobre guardar o coração é muito mais sério do que imaginamos. Dele procedem as fontes da vida, ou seja, o que vai jorrar para sustentar nossa vida é bombeado por ele. A água que sustenta nossa vida é colocada em nosso coração vinda das fontes de que bebemos quando lemos, vemos e ouvimos outras vozes por aí. São essas fontes que alimentam nossas próprias fontes da vida. E que usamos para alimentar quem está ao nosso redor (nossos filhos, amigos, alunos, etc). E das palavras que ouvimos formamos as crenças básicas que usaremos para interpretar o mundo e formar nossos pensamentos e sentimentos. Literalmente, sua vida DEPENDE das ideias que você permite entrar em seu coração.

Antigamente, uma das estratégias para invadir uma cidade murada que estivesse resistindo era contaminar as fontes de água. Era comum colocarem cadáveres em decomposição nas fontes para isso. Assim, se os habitantes da cidade bebessem daquela água, adoeceriam. Cedo ou tarde, seriam obrigados a abrir os portões e se render aos inimigos. Por isso, a cidade que quisesse se manter forte tinha que proteger suas fontes.

Hoje muitos se descuidam disso e têm permitido que o mal tenha acesso fácil às fontes da vida por meio do coração. Ideias podres deste mundo estão sendo plantadas no coração das pessoas de modo sutil e disfarçadas de “amor”, “justiça” e “igualdade”, mas na verdade não têm nada dessas virtudes e só levam as pessoas para mais longe da Fonte do verdadeiro Amor, da verdadeira Justiça, em Quem encontramos igualdade de direitos e oportunidades. Envenenada a fonte da cidade, é uma questão de tempo para que as portas sejam abertas aos invasores e a cidade — a vida da pessoa — seja completamente destruída, de dentro para fora.

Por isso, nossa escolha consciente e diária deve ser de encher nosso coração com os Pensamentos de Deus, a Palavra de Deus — a água da vida. E decidir (também conscientemente) rejeitar todos os pensamentos contrários, inclusive aqueles que parecem bons, mas que vêm de fontes contaminadas. Essa seleção consciente das vozes a que daremos ouvidos também é, de certa forma, sacrifício. Porque abrimos mão da nossa vontade de achar que “não tem nada de mais” naquela ideia que recebemos de fora, em seguir aquela pessoa nas redes sociais, em participar de determinado grupo no Facebook ou no WhatsApp, de ler determinado livro ou assistir a uma série que, no fundo, sabemos que nos contamina.

Sim, nossa fé é forte e pode resistir como os muros das cidades da antiguidade. Mas nossa Salvação é preciosa demais para ser desconsiderada. A cidade murada também é forte, mas nenhum rei inteligente usaria esse argumento como desculpa para deixar totalmente exposto o lugar de onde procedem suas fontes — e do qual depende sua vida e a de seu povo. A cidade só se tornou forte porque soube se proteger enquanto era fraca. Mas só permanecia forte quem sabia da importância de manter as medidas de segurança. Quem é inteligente segue as diretrizes do Manual de Segurança:

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4.23) 

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Sobre conhecer alguém

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O post de ontem falava sobre querer conhecer a Deus. E eu dei um exemplo do que não é querer conhecer alguém rs. Mas como a gente faz para conhecer uma pessoa? Eu soube da existência do Davison pela internet (não recomendo isso hoje em dia porque a internet hoje é uma bagunça; naquele tempo tinha só meia dúzia de nerds rs). Ele tinha um blog sobre o qual eu só tinha ouvido falar, até que resolvi entrar e gostei muito do que li. Era um blog de humor, assinado por um personagem que ele desenhava. Ninguém sabia quem era o escritor por trás do personagem, mas eu gostava do estilo e, apesar da curiosidade, não fazia questão de saber quem era aquela pessoa. E voltava lá, todos os dias, para ler.

É assim que acontece com muitas pessoas. Sabem que Deus existe, ouvem falar dEle, leem a respeito, acham legal, mas não têm mais do que uma curiosidade em conhecê-Lo. Mas isso pode evoluir para uma próxima etapa, como aconteceu comigo. Comecei a deixar comentários no blog e ele passou a gostar do que lia, também. Eu externava minhas opiniões a respeito do que ele escrevia. Um dia, ele disponibilizou no blog um endereço de e-mail para quem quisesse escrever para o personagem. Eu escrevi um e-mail elogiando a inteligência do criador do personagem, tentando conversar com a pessoa que estava escrevendo aquelas coisas. Ele me respondeu, mas com a linguagem do personagem…não revelou nada sobre si mesmo.

Quando você começa a se interessar mais por Deus e aprende a orar, às vezes não percebe resposta imediata. Ou a resposta até vem, mas Ele não se revela ainda a você (muito provavelmente porque você nem entenderia). Eu poderia ter pensado “ele não quer saber de mim. Mas é claro! Não estou no nível dele” e decidido nunca mais escrever para ele ou ler seu blog. Mas não tirei nenhuma conclusão precipitada daquela resposta.

Não continuei aquela conversa, mas continuei interessada no que ele dizia no blog. Os textos bem-humorados faziam uma crítica à sociedade, ao modo estranho de as pessoas viverem hoje, o que combinava com meu modo alienígena de pensar. O modo de ele enxergar o mundo era parecido com o meu em alguns aspectos, mas muito melhor em outros. Eu queria aprender mais, enxergar como ele enxergava, queria conhecê-lo melhor.

É assim quando a pessoa se interessa, de fato, em conhecer a Deus e passa a prestar atenção ao que lê na Bíblia e ao que ouve falar dEle. Percebe o quanto o modo de Ele ver as coisas é melhor do que o dela e quer conhecê-Lo melhor.

Certa vez, ele avisou que ficaria dez dias longe do blog. Nós, os leitores, já estávamos acostumados a ler seus posts diariamente. Continuamos entrando todos os dias, conversando entre nós, fazendo contagem regressiva para o dia em que ele voltaria. Até que se passaram dez dias…e nada. Onze dias…e nada. Doze dias…todo mundo já histérico, e ele, para nos acalmar, colocou uma mensagem de voz, interpretando o personagem, como o bom dublador que é. Quando ouvi aquela voz suave e bem modulada pela primeira vez, meu coração disparou! Ali eu entendi que havia uma pessoa por trás daquelas palavras de que eu gostava tanto. E eu queria conhecê-lo mais! Escrevi um e-mail elogiando a mensagem de voz. Eu fazia teatro e gostava tanto de boas interpretações quanto de bons textos, então expressei toda a minha admiração. Até o momento, não tinha percebido em mim nenhum interesse amoroso por ele, eu só queria conhecer aquela pessoa.

Então, ele me respondeu. Agora não mais como o personagem, mas como ele mesmo. Me passou o número do ICQ (o whatsapp da época rs) e começamos a conversar. Conversávamos todos os dias. Eu queria saber como ele era, então fazia perguntas e o deixava responder. Eu ouvia. Queria saber quais eram seus interesses, do que ele gostava, do que não gostava, como pensava, quais eram suas opiniões sobre as coisas e seus objetivos para o futuro. Eu passava o dia pensando no horário em que iria conversar com ele. Como meu computador não tinha microfone (era 2003, tá?), na maioria das vezes nossas conversas eram por texto. Eu queria ler o que ele dizia sobre si mesmo. Queria conhecer mais aquela pessoa tão fantástica à qual eu agora tinha acesso. Ele parecia mais inteligente do que eu, era cristão, era humilde, mas autoconfiante. Quando percebi que ele realmente era a pessoa que dizia ser, decidi: é com essa pessoa que eu quero passar o resto da minha vida.

Levou pouco mais de um mês para eu desconfiar que aquela amizade estava virando um namoro e três meses para que nos conhecêssemos pessoalmente. Quatro meses depois de conhecê-lo, larguei a faculdade e minha família e fui morar mais perto dele. Cheguei dia 23 de dezembro, ficamos noivos em maio e nos casamos em junho. Eu abri mão da minha vida porque conheci alguém muito mais importante do que todos os meus planos. Não sabia se iria conseguir terminar a faculdade, se iria conseguir um emprego. Senti muita falta da minha sobrinha, a quem eu era muito ligada, da minha mãe e do meu gato de 13 anos. O mais difícil foi deixá-los para trás. Mas eu tinha conhecido alguém com quem eu deveria passar a minha vida — eu tinha convicção disso.

E é assim que a gente age com uma pessoa a quem realmente quer conhecer: há um interesse sincero em saber quem a pessoa é. E, conforme ela fala de si mesma, nós não duvidamos do que ela diz. É claro que, sem saber se o Davison era quem ele dizia ser, fiz várias perguntas, ele me disse onde trabalhava, passou o endereço da própria casa (o doido), eu pesquisei, descobri que ele trabalhava mesmo naquela empresa, tinha se formado no que dizia ter se formado e enviei uma carta para a casa dele, sem avisar. Quando ele me mandou mensagem, todo feliz pela carta, eu tive a confirmação de que ele não tinha mentido a respeito do endereço onde morava. Mas quando você sabe que a pessoa que você quer conhecer não mente, não há por que duvidar. Se Ele diz que é misericordioso, Ele é misericordioso. Se Ele diz que perdoa aquele que se arrepende, Ele perdoa aquele que se arrepende. Se Ele diz que aceita quem chega até Ele, Ele aceita quem chega até Ele.

Entenda uma coisa: o selo do Espírito Santo é um selo. É uma marca de que aquela pessoa é filha dEle. É como a aliança que o Davison me deu. Ele me deu a aliança quando eu entreguei minha vida a ele. Mas e se eu estivesse em um relacionamento conturbado com ele, sabendo o que ele diz sobre si mesmo, convivendo e conhecendo um pouco melhor, mas sem acreditar no que ele diz, dando ouvidos a pessoas cujo único objetivo fosse nos separar? Como poderia receber alguma aliança sem acreditar nele? Porém, no momento em que eu decidisse deixar de ouvir essas pessoas e tivesse uma conversa séria com meu noivo, renovando meu compromisso com ele, pedindo perdão por tê-lo chamado de mentiroso, e me comprometendo a nunca mais dar ouvidos a palavras falsas, com certeza poderia receber essa Aliança.

Talvez o que lhe falte seja conhecer a Deus. Ou talvez o que lhe falte seja dar crédito ao que Ele diz e deixar de dar crédito ao que o detrator diz.

Você não está buscando uma “coisa” de Deus. E não pode fazer coisa nenhuma para comprar o que Ele tem para dar. Pare de pensar em “coisa”. O convite que Deus faz é por quem Ele é, não por quem você é. Ele vê você através dos olhos puros e bons que Ele tem. Ele quer você porque Ele é bom. E o perdão dEle não tem fim. A aceitação, também não. É isso o que eu quero dizer quando falo em buscar a Deus com leveza. É aceitar o convite dEle, parar de ouvir quem não merece ser ouvido e se aproximar dEle por quem Ele é.

O Espírito Santo não é um broche, um reconhecimento, uma coisa que vai transformar você em alguém querido por Deus. Não importa a situação em que você esteja, você já é querido por Deus. E se você decidiu segui-Lo, abandonou o erro e quer ser dEle, Ele já aceitou você. Continue andando com Ele e expressando a Ele a sua admiração. O Espírito Santo virá, não importa se hoje, amanhã ou depois, mas Ele certamente virá. 

“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a Sua saída, como a alva, é certa; e Ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”
Oséias 6.3

 

#JejumdeDaniel 

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Entenda isso se ainda não recebeu o Espírito Santo

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Recebi algumas mensagens com teor semelhante. Leitoras desanimadas com o Jejum de Daniel porque ele já está terminando e elas ainda não receberam o Espírito Santo. Já vimos relatos de participantes que foram batizados com o Espírito Santo no último dia. Mas essas leitoras me disseram que já esperam sair tristes na quarta-feira (isso é usar a fé na palavra do diabo!). Ouvem o discurso do diabo e o escrevem, achando que estão expondo seus próprios pensamentos.

Acho que existe um demônio especializado em últimos dias do Jejum de Daniel, porque o discurso é sempre o mesmo. Ele diz que, se você não recebeu até agora, não vai receber nunca mais, que quarta será um dia horrível porque todo mundo vai sair feliz e você estará triste e vazio, que você não fez tal coisa (evangelização, oferta, sacrifício, oração, jejum, etc.) e que, por isso, não vai receber o Espírito Santo. As acusações vêm de todos os lados e você não percebe que o erro está, principalmente, em dar crédito a elas.

Tenho a impressão de que a raiz desse problema está em (ainda que inconscientemente) ver o batismo com o Espírito Santo como uma coisa que Deus pode dar. Como um distintivo. E o selo se torna um objeto que Deus está segurando na mão e que tem o poder de fazer tudo dar certo na sua vida e lhe dar a vida que você tanto quer. Então, você busca. Com todas as suas forças, você busca aquele selo. Você tem sede daquela coisa, de verdade. Sente que tem um vazio dentro de você e quer preenchê-lo. “Derrama essa coisa dentro de mim logo, Deus!”

Todo mundo buscando, todo mundo recebendo, um monte de testemunhos…e é como se você estivesse em um shopping no natal, papai noel distribuindo pirulito para todas as crianças, olha para você com os bracinhos estendidos, mas deliberadamente não lhe dá, porque você não foi uma criança boazinha. “Mas eu não fiz nada! Eu não faço nada de errado!” E lá vai o diabo na sua cabeça, tentando escavar alguma acusação para encher sua mente e trazer dúvidas. “Ah, mas você não merece porque fez x ou y.” E você fica pensando “puxa, é… eu fiz x ou y…não mereço nada…me chicoteia, papai noel!”.

Seria bom entender exatamente o que você tem feito, para começar a fazer direito. Primeiro, o Espírito Santo não é um distintivo, Ele é uma pessoa. É como se chegasse uma pessoa nova na sua casa; alguém a quem você garante querer conhecer. Quando esse seu convidado chega, você já começa a perguntar:

— Você é rico? Você trouxe dinheiro com você? Me dá esse broche de ouro para eu pendurar na minha blusa?

Você não deixa o convidado responder, nem dizer coisa alguma. O interesse está no que ele pode dar, não em quem ele é. E — pior — abre a porta para um ladrão que odeia o seu convidado e começa a ouvir o que ele tem a dizer a respeito do seu convidado. O ladrão diz:

— Ah, ele não está nem aí para você. Por que ele vai olhar para você? Uma criatura tão desprezível, que não serve para nada e nunca vai ter nada de bom na vida. Ele não vai vir até você! Você nunca vai ter esse broche.

(E…tipo…o convidado está ali, na sua frente, mas o ladrão diz que ele não vai vir e você acredita…. Oi?) Você acredita, repete e começa a bater o maior papo com o ladrão, enquanto o convidado está ignorado no canto do sofá. Ele está ali, mas nem uma vez você tentou se aproximar e ouvi-lo. De vez em quando, você vira para ele e pede o broche. E você começa a chorar desesperadamente, abraçado ao ladrão, dizendo:

— Eu sei que não vou receber o broche, não estou entendendo por que isso está acontecendo! Eu quero tanto conhecê-lo, mas ele não me responde!

Será mesmo que isso é querer conhecer alguém?

Muito mais importante do que FAZER qualquer coisa para Deus é crer nEle. E a Palavra dEle diz que Ele é misericordioso, que aceita quem vem até Ele, que perdoa quem se arrepende. Essa é a verdade. Ficar antecipando o pior não condiz com o pensamento da fé, é palavra do ladrão. Acreditar nas dúvidas não condiz com o pensamento da fé, é palavra do ladrão.

Em vez de ficar caçando erros em si mesmo e aceitando todas as acusações do ladrão na sua cabeça, a ponto de usá-las como base para agir, busque ter um relacionamento com Deus, acreditando naquilo que Ele diz. Não fique ansioso para receber o batismo com o Espírito Santo, isso vem como consequência. Tenho a impressão de que as pessoas acham que precisam ser batizadas com o Espírito Santo para conseguir ser de Deus, como se fosse uma poção mágica que lhes desse forças para resistir ao diabo.

O Espírito Santo não é uma coisa que a gente recebe para ter condições de ser de Deus. O Espírito Santo é Deus dentro de nós para nos dar condições de permanecer na fé e salvar outras pessoas. É possível se tornar de Deus antes de receber o Espírito Santo, basta se arrepender de seus pecados (ou seja, reconhecer o erro e decidir não errar de novo), entregar sua vida e seus pensamentos para Ele (e, principalmente, o gerador desses pensamentos, que está ligado aos sentimentos) e obedecer. Abraão não era batizado com o Espírito Santo e foi chamado amigo de Deus. Se o batismo com o Espírito Santo fosse necessário para a pessoa SE TORNAR de Deus, Ele não teria tido nenhum amigo antes do batismo estar disponível.

O erro está em acreditar no pensamento que diz que Deus está distante de quem não é batizado com o Espírito Santo. Ele não está distante de quem O busca, isso iria contra a Palavra dEle e, logo, é uma mentira. Sendo uma mentira, é palavra do diabo. Favor reconhecer e jogar no lixo tudo aquilo que é palavra do diabo. Deus está perto de todos os que O invocam em verdade. Então, a luta do diabo é fazer você ficar mergulhado na mentira que ele inventa. Assim, você se afasta de Deus e não se permite conhecê-Lo e nascer dEle.

Se a sua consciência acusa você de alguma coisa, peça perdão a Deus e decida nunca mais cometer esse erro. Pronto, está perdoado. Agora, se esforce para andar no Caminho. Mas se a sua consciência não o acusa de nada, se você tem buscado andar corretamente, não fazer a ninguém o que não gostaria que fizessem com você, então a única coisa que Deus pede de você é que pare de dar ouvidos para o diabo e passe a dar ouvidos à voz de Deus. É mais fácil, porque você tem uma única coisa a obedecer:

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” 

Tiago 4.7  

 

PS. Amanhã pela manhã publico o último post do Jejum, continuação desse assunto, falando sobre como a gente faz quando quer conhecer alguém.

 

#JejumdeDaniel 

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Estamos em uma jornada de 21 dias de jejum de informações e entretenimento chamado Jejum de Daniel, de 25 de janeiro a 14 de fevereiro. Durante esses dias, os posts no blog serão voltados exclusivamente para o crescimento espiritual. Leia este post para entender melhor.

** Para quem não acompanhou ou para quem gostaria de rever os posts das edições anteriores do Jejum de Daniel neste blog, segue o link da categoria: http://lampertop.com.br/?cat=709 .

Como vencer a si mesmo

Como vencer a si mesmo

A cada vez que converso com as seguranças do Templo de Salomão, mais me espanto com as histórias de criatividade das pessoas para entrarem com produtos não permitidos, como celulares e objetos cortantes. Por que raios alguém faz um malabarismo esdrúxulo para conseguir passar com um celular, sendo que não precisará ficar mais do que duas horas longe dele se o deixar no guarda-volumes?

Desde a queda do primeiro homem, o ser humano é naturalmente predisposto à desobediência. Mas temos o poder de decidir pela obediência ou pela desobediência. O problema é que, quando você faz todas as vontades das suas emoções, quando segue todos os seus impulsos, fica bem mais difícil conseguir obedecer à voz da razão ou da fé racional. Por isso, muito mais importante do que o que faz em momentos pontuais de crise, é importante manter uma atitude diária de inteligência e obediência nas pequenas coisas.

Lembro de uma menina que foi à emergência de um hospital mentindo que estava com determinados sintomas, com o objetivo de conseguir um atestado para abonar a falta, porque não estava a fim de trabalhar naquele dia. Como “ninguém” saberia que era mentira (estava mentindo para o médico para conseguir uma forma de mentir para o chefe…), ela achou que aquela atitude era justificável. Não é, em nenhuma instância. Mentira e engano nunca são justificáveis. Pensar mal dos outros, odiar as pessoas, guardar mágoa e alimentar pensamentos negativos entram nessa lista, também.

“Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal.”

Eclesiastes 8.11

É a ilusão de impunidade que leva as pessoas à desobediência. E vemos claramente aí quem é a fonte dessa desobediência: o coração. O coração humano está inteiramente disposto para fazer o mal…por isso, o melhor que alguém pode fazer (não só quem quer ser filho de Deus, mas também quem quer ser civilizado) é deixar de alimentar o coração. Você não vai desconsiderar os bons sentimentos, mas não é preciso fazer todas as vontades do coração. Dizer “não” à vontade de ficar alimentando aquele pensamento negativo, por exemplo. Decidir não acreditar na impressão ruim que você teve… Tudo isso está em nossas mãos, caso contrário, o alerta abaixo não viria com o conselho do que escolher:

“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à Sua voz, e achegando-te a Ele; pois Ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar.”


Deuteronômio 30.19,20

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PS: Dê uma olhada nesse vídeo em que o Bp. Guaracy fala mais a respeito de vencer a si mesmo: https://youtu.be/LiV4LqUs5-U

PS2. A dificuldade de manter o ritmo das postagens é por questões de saúde (depois falo sobre isso, mas estou melhorando). O máximo que consegui fazer nesses dias foi comentar a novela Apocalipse no Twitter (exige bem menos do que completar um post). A hashtag de terça é #Apocalipse61

 

#JejumdeDaniel 

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